POR Mônica Scaramuzzo e Renata Agostini

Empresário, que tem 1 milhão de seguidores, espera usar redes sociais para convencer brasileiros a renovar o Congresso

Prestes a completar 81 anos, o empresário Abilio Diniz diz que não pretende parar de trabalhar, e traça planos. À frente de importantes negócios por meio da Península, empresa de investimentos de sua família, afirma que seguirá influenciando via conselho nos rumos do Carrefour, onde é o terceiro maior acionista, e da BRF. Abilio afirma que não quer se envolver diretamente em política, mas pretende usar as redes sociais para estimular o voto consciente em deputados. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Previdência. ‘Sabemos que precisamos da reforma’ Foto: Amanda Perobelli/Estadão

Estado: O sr. conseguiu impor o nome do executivo José Aurélio Drummond Jr. para a presidência da BRF, que não era unanimidade entre os outros acionistas. Como foi essa negociação?

Abilio Diniz: Foi muito mais tranquila do que pareceu para vocês. Estou na BRF desde 2013. Os dois primeiros anos e meio foram incríveis, fizemos uma grande transformação e começamos o processo para internacionalizar a BRF. Em 2016, tivemos o ciclo totalmente desfavorável e isso afetou a empresa. É evidente que, numa situação como essa, você tem dos acionistas e dos investidores opiniões divergentes, uma certa pressão para que os resultados voltem. Mas isso está completamente ultrapassado. Drummond foi eleito, está lá. Estamos todos com o mesmo propósito, de fazer o melhor para a companhia.

Por que o sr. acredita que houve oposição de parte do conselho, notadamente dos fundos?

Não houve uma oposição. Houve sim questionamento fruto do momento que a companhia está vivendo. Mas não houve nenhum radicalismo, nenhuma pressão. Drummond está apoiado por todos de uma maneira muito forte.