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Carolina Beu

A Cidade da Paz, como é conhecida na língua hebraica, ou, simplesmente, a famosa Jerusalém é considerada a terra sagrada para as três principais religiões monoteístas do mundo. Embora dividida e ainda palco de muitos conflitos, nela judeus, mulçumanos, cristãos e devotos de outras crenças encontram um ponto de convergência espiritual. Na utopia de convivência pacífica entre todos os povos da Terra, muitos atribuem à Jerusalém o papel de representar a promoção da paz e da harmonia entre as nações.

Com mais de 4 mil anos de história, Jerusalém se consolidou como um marco em termos de diversidade e expressão espiritual. “Ainda que persistam tantos problemas políticos a resolver, a experiência das mil faces encontradas diariamente em Jerusalém também alimenta nossa fé na vida do entendimento e da paz”, afirma José Luiz Goldfarb, pesquisador, presidente da Cátedra de Cultura Judaica da PUC-SP.

O estudioso explica que, desde a antiguidade, sábios de diversas tradições acreditam na existência de locais privilegiados na Terra em termos de forças espirituais. “Muitas catedrais na Europa foram construídas no mesmo local de antigos templos exatamente devido a esta crença. Nesta linha de raciocínio, podemos afirmar que Jerusalém é sem dúvida um local de altíssima espiritualidade”, afirma.

Jerusalém é vista como a cidade mais sagrada para os cristãos, a capital indivisível de Israel para os Judeus e o terceiro lugar mais importante do mundo para os mulçumanos (atrás somente de Meca e de Medina). Desta forma, a Terra Santa também representa um legado cultural e místico para a humanidade. “Respiramos história ao caminharmos entre achados arqueológicos. Mais que isto: respiramos espiritualidade”, diz Goldfarb.

Dentre os principais monumentos religiosos que estão abrigados na Cidade da Paz, podemos destacar o Muro das Lamentações, local sagrado para o judaísmo por ser um vestígio do Templo Sagrado destruído em 70 d.C. Perto dali, também estão outros dois importantes símbolos sagrados: a Cúpula da Rocha, ponto de partida para a viagem aos céus feita por Maomé, segundo os mulçumanos; e o Santo Sepulcro, local da ressurreição de Cristo para os católicos.

Seja em busca de uma experiência mística, espiritual ou histórica, milhares visitantes e peregrinos de todo o mundo chegam diariamente à cidade milenar. Prova disso é que somente no ano passado a cidade recebeu o número recorde de 3,4 milhões de visitantes. “Percebo que até os mais céticos acabam por ceder ao poder mágico da cidade e confessam que viveram uma experiência profunda lá. Há muitos relatos de jovens que mudam suas vidas após a visita a Jerusalém, despertando ou aumentando sua fé na presença da divindade”. 

1 Comentário
  • Vinicius Galvao

    26 de setembro de 2011 às 19:12

    Que incrível essa cidade ser um ponto convergente no meio de tamanho radicalismo. Tenho um profundo respeito por esta cidade, sobretudo, a todos que são diferentes de mim, em suas crenças. Abs e Srs.!

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