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Stefânia Akel

Figas, trevo de quatro folhas, pé de coelho: dos mais comuns aos mais insólitos, os amuletos estão presentes no imaginário popular há milênios. Os itens que prometem boa sorte ou salvaguarda espiritual surgiram nas maiores sociedades da Idade Antiga com sistemas de crença organizados — a China, com o taoismo, e o Império Romano, com seus deuses e ninfas. Não por acaso, “amuleto” vem do latim “objeto que protege uma pessoa de um problema”.

A influência e o legado desses governos transmitiu a tradição pelos séculos seguintes. A partir da palavra grega “telesma”, os árabes criaram o termo “talsam”, o talismã, cuja diferença com relação ao amuleto é sutil. Este conteria propriedades mágicas naturalmente, desde sua criação, enquanto aquele requer um ritual que o consagre. Na prática atual, porém, ambos são adotados como forma de levar consigo um pouco de bonança e uma carga portátil de positividade.

“O amuleto serve como objeto mágico ou suporte material para sua crença. As pessoas se apropriam de um objeto para controlarem, magicamente, os eventos da vida”, explica o professor da graduação em psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie Aurélio Melo. Mas, como para tudo na vida, é preciso ter equilíbrio ao adotar um talismã. “Ele pode ajudar na medida em que aumenta a autoconfiança. Em excesso, pode gerar um comportamento tão supersticioso que faz com que o indivíduo abra mão de um pensamento mais realista ou mais lógico, podendo cair num labirinto paranoico de ideias delirantes.”

Confira o simbolismo por trás de sete populares amuletos:

Olho turco: Chamado originalmente de Nazar e erroneamente de olho grego, consiste em círculos sobrepostos das cores preta, azul clara, branca e azul escura. Como objeto de decoração ou como parte de joias, seu objetivo é afastar o “mau olhado”.

Hamsá: Uma mão (afinal, “hamsá” é o número cinco em árabe) com um olho aberto no centro da palma. Também protege contra o “mau olhado” e ainda promete sorte e prosperidade a seus detentores.

Figa: amão fechada, com o dedo polegar entre o indicador e o dedo médio. No Brasil e outros tantos países, fazer uma figa ou carregar uma de madeira ou metal afasta o mal e atrai boa sorte.

Daruma: o popular bonequinho japonês, cuja origem remonta a um monge indochinês, tem caráter utilitário: pinta-se um dos olhos dele ao se fazer um pedido especial, para que os espíritos amigos não se esqueçam do seu desejo. Após a realização do pedido, pinta-se o outro olho. Depois, há duas opções: guardar o objeto como amuleto ou queimá-lo, como se faz no Ano Novo nos templos budistas do Japão.

Ferradura: pendurado atrás das portas das casas, este objeto tem a missão de proteger o lar das pessoas mal-intencionadas.

Coruja: A figura da ave noturna ganhou bastante popularidade na última década, estampando camisetas e dando forma a bijuterias. A ideia por trás da coruja é enxergar em meio à escuridão, ver o que maioria não vê e, assim, agir com sabedoria diante de imprevistos.

Trevo de quatro folhas: como a planta não é exatamente fácil de achar por aí, aqueles que acabam por encontrá-la e a carregam consigo teriam muito boa sorte. Graças a essa fama, a figura do trevo é usada até hoje para promover jogos de azar em cassinos e salas de carteado.

1 Comentário
  • Luara

    24 de maio de 2017 às 11:28

    Gostei.

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