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Os danos do cigarro são comprovados há décadas, dos incômodos problemas na saúde bucal ao enorme aumento das chances de desenvolver males pulmonares, como enfisema e câncer. Observando tantos malefícios, parar de fumar é um avanço, já que se ganham alguns anos a mais de vida. Decidir interromper o hábito é fácil, mas encerrá-lo definitivamente, não.

Por isso, consultamos a gerente do serviço de psicologia e coordenadora do programa de cuidado integral ao fumante do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, Silvia Cury Ismael. Ela dá dez dicas básicas para deixar o cigarro de lado e evitar o estresse que costuma acompanhar essa decisão:

Escolha um dia para parar de fumar de uma vez só: “A pessoa que decide parar sozinha dificilmente consegue fazer isso gradativamente, principalmente sem tomar remédio. O ideal é escolher uma data próxima e, até aquele dia, já começar a diminuir o número de cigarros fumados diariamente. Quando chegar a data, jogue fora o maço”.

Tome água quando tiver vontade de fumar: “Esta é uma técnica de controle comportamental. Quando a vontade de fumar vier, tome um ou dois copos de água fresquinha, quase gelada. A vontade diminui ou some”.

Procure ler, caminhar e praticar atividades que distraiam a mente: “A pessoa que para ou está parando de fumar tem mais tempo livre, porque não se ocupa mais em fumar. Não é bom, então, que ela fique sem fazer nada, porque a vontade aumenta e, com ela, a chance de recaída. Faça atividades para se ocupar e não pensar no cigarro”.

Modifique sua rotina o máximo possível: “Se você não mudar sua rotina, vai continuar praticando hábitos que você associa ao cigarro, como fumar depois do almoço, em determinado horário, por exemplo. Uma coisa que modifica a rotina e indicamos é fazer atividade física: você libera endorfina, fica mais relaxado e controla melhor o apetite”.

Faça exercícios regularmente: “A atividade faz o sangue circular, faz você perder peso e diminui ansiedade, coisas que o cigarro inclusive também faz, mas de forma prejudicial à saúde”.

Procure não substituir o cigarro pela comida: “Se você trocar o cigarro por ‘fazer uma boquinha’ quando ficar ansioso, vai engordar, porque não vai querer comer uma fruta, vai querer doce, chocolate, pão. É preciso comer mais vezes por dia, e alimentos menos calóricos. Mais frutas, legumes, iogurte desnatado. Cenoura crua ajuda muito porque é preciso mastigá-la bastante antes de engolir”.

Escove os dentes logo após as refeições: “O que ‘chama’ o cigarro é o gostinho de comida na boca. A partir do momento que você ‘corre’ para escovar os dentes após as refeições, você corta essa conexão entre o hábito de comer e o de fumar”.

Pratique relaxamento e exercícios de respiração: “Inspiração profunda e expiração lenta, pela boca, relaxa o cérebro. Faça isso de quatro a cinco vezes seguidas cada vez que tiver vontade de fumar”.

Tenha sempre em mente que o cigarro é um inimigo da saúde: “As pessoas precisam se lembrar de que ele faz mal, se não entram no piloto automático e buscam o cigarro quando sentem qualquer vontade”.

Procure ajuda de especialistas se não conseguir parar sozinho: “Quando você não consegue parar sozinho, deve buscar serviços especializados. Há, inclusive, hospitais públicos que oferecem esse tipo de suporte”.

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