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Stefânia Akel

O trabalho gera riqueza, paga contas, pode inclusive ajudar a desenvolver o intelecto e outras habilidades pessoais. Mas não foi feito exatamente para se divertir, certo? Por isso, muita gente ficou chocada quando, há quase dois anos, uma pesquisa realizada na Universidade Estadual da Pensilvânia, EUA, apontou que trabalhar diminui os níveis de estresse da maioria das pessoas.

Apesar de o estudo ter salientado que isso ocorre mais com mulheres do que com homens, a conclusão geral foi que, independentemente do gênero, a maioria dos seres humanos encontra mais serenidade em escritórios corporativos do que em situações fora do expediente.

Certamente não é o mercado de trabalho que está pondo menos pressão nas pessoas, cobrando mais brandamente e estendendo prazos. A explicação mais aceita para o fenômeno responsabiliza os próprios trabalhadores: estamos dando menos valor aos momentos de folga. “O trabalho domina tão completamente nossa cultura que não conseguimos evitar pensar no ‘lazer’ negativamente, como algo oposto ao trabalho — a parte do dia ou da semana em que você está finalmente livre de obrigações, quando pode relaxar, ficar entre amigos e, se assim desejar, não fazer absolutamente nada”, opinou o jornal britânico “The Guardian” ao divulgar a pesquisa.

A jornalista especializada em psicologia Winifred Gallagher, em seu livro “Rapt: Attention and the Focused Life” (“Absortos: Atenção e a Vida Focada”, sem tradução no Brasil), sugere que a aparente liberdade de escolha nos períodos de folga da atualidade é a verdadeira vilã. Para a autora, é preciso “tratar a sua mente como se fosse um jardim particular, tendo o maior cuidado possível com o que você introduz e permite crescer ali”.

A ideia por trás desse raciocínio é praticar atividades que exigem foco quando o cérebro estiver com esse tipo de demanda, animado para acompanhar um filme ou série de suspense, por exemplo, ou para praticar um esporte em equipe como futebol e vôlei, que requerem certa estratégia. E, por outro lado, respeitar-se quando quiser de fato apenas relaxar, fazendo uma leitura recreativa, nadando a esmo ou brincando com crianças.

Entender que tipo de prática funciona em cada momento, segundo seu estado de espírito, e entrar num acordo com as demais pessoas envolvidas (na viagem, na ida ao teatro, na “pelada” do fim de semana etc.) é fundamental para aproveitar de verdade o momento de lazer e deixar a frustração do lado de fora.

1 Comentário
  • Felipe Accioly

    6 de junho de 2016 às 17:44

    Se estudar é muito importante, e saber o que realmente pode vir a nos proporcionar prazer nas horas livres está estritamente interligado ao bem estar espiritual. A espiritualidade em equilíbrio favorece a busca por atividades que realmente nos engrandecem e nos ensinam. Ato contínuo, um ser humano confortável espiritualmente e que reúne condições de se divertir com tranquilidade, certamente desenvolverá um trabalho satisfatório. Além disso, a tranquilidade espiritual e o bom gozo das horas vagas parece nos impor uma responsabilidade maior quando do desempenho das funções laborais. Você acaba por relacionar sua firmeza do espírito com o seu trabalho, pois somente poderá desfrutar de bons momentos de prazer acaso esteja seguro naquele emprego que lhe assegura o sustento. Os momentos de lazer sem a consciência de que o amanhã está ocupado por deveres e responsabilidades acaba por tornar a diversão em preocupação, fazendo-se inserir o rótulo do “desocupado”. Estar em harmonia consigo mesmo é a palavra de ordem…

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