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O medo é um estado emocional caracterizado por muita ansiedade, apreensão, mal-estar, desconforto e insegurança perante uma situação ou objeto fóbico. É comum quem sente medo perceber-se muito agitado, com pensamentos repetitivos e também preocupação com o que está por vir ao ter que lidar com aquilo que lhe causa grande sofrimento. Todo medo é um sinal de alerta, mas nem sempre esse sistema está adequadamente ajustado. Sentir medo serve para nos proteger, porém, não é sempre que há um perigo real (para esses é saudável haver medo) e com isso, o medo está ali na forma de proteção em excesso e desajustado.

Ele é a associação entre algo negativo passado, o presente e o que pode vir a acontecer no futuro. Também é a associação de algo negativo (mal-estar mental e físico) com alguma coisa que desencadeia esse mal-estar. O segredo não é controlar o medo, mas entender a associação entre os fatos para poder desassociar o sentimento. Exemplo: quem sente medo de andar de avião. A associação é do objeto avião com o mal-estar. Mas é só uma associação. Os aviões em si não são capazes de despertar esse sentimento negativos nas pessoas em geral. O mesmo vale para quem tem medo de se relacionar. O problema não está nas relações, mas na fantasia que se cria sobre o que pode vir a acontecer.

O pensamento envolvido em quem tem este tipo de problema é que algo fará mal e com isso terá algum tipo de proteção ao evitar o objeto ou situação fóbica. E uma das maneiras de se afastar de algo é sentindo medo, afinal, ele parece poderoso e forte. Isso faz parte de um equívoco da mente. O medo é saudável quando não interfere no bem-estar diário e realmente nos protege do perigo real.

Possíveis razões para o medo:

  1. Trauma – uma pessoa pode ter vivido uma situação de grande aborrecimento e muito desgaste emocional durante uma experiência que foi vivida como tão negativa que deixou “sequelas” consideradas como uma vivência traumática.

    a)    Estresse pós traumático– quando um trauma deixa mais que uma lembrança, mais que uma memória negativa, mais que um aprendizado com o fato em sim, e deixa também reações exacerbadas, e mal estar intenso, pesadelos, sustos e oscilação de humor.

  2. Aprendizado – quando se vê pessoas consideradas de grande importância, por exemplo, pai e mãe, tendo reação de medo perante alguma situação, pode ser que os filhos sintam o mesmo por repetição de padrão.
  3. Ansiedade – quando se perde o autocontrole, a consciência do pensamento lógico e o pensamento acelerado toma conta, o medo pode se instalar. Quem está muito ansioso tende a pensar mais em preocupações futuras e isso é um problema, pois não dominamos o que está por vir, mas tudo que temos nas nossas mãos é o agora, nosso presente. Quem está focado no aqui e agora não tem medo, mal-estar ou desconforto, pois no momento presente é possível criar alternativas e ações para resolução das questões da vida.

O que se pode fazer para amenizar a até mesmo curar esse mal-estar? O processo é curto e com algumas etapas bem marcadas:

  1. Entender o medo e suas intenções de proteção – qual a boa intenção da sua mente em lhe trazer medo? Do que você está sendo protegido? Como garantir sua proteção sem precisar se esquivar do objeto fóbico? Ao sentir medo você evita muitas atividades e isso lhe causa prejuízo. A pergunta é: como ganhar essa segurança e ao mesmo tempo não sentir medo?
  2. Dissociar o medo de algo que não é realmente perigoso – uma vez constatado que não é necessário sentir medo, você pode treinar estar dissociado da situação, imaginando-se distante mesmo quando se está fisicamente perto.
  3. Treinar novas formas de pensamento e ação:

    a) Aprenda a respirar profunda e calmamente– isso reduz o estresse diário e momentâneo. Isso contribui também para o relaxamento e tranquilidade mental. Inspirar e deixar o abdome expandir-se, ou seja, estufar a barriga e não o peito, isso faz toda a diferença. Depois, expire lentamente, expelindo o ar pela boca. Você pode praticar isso em qualquer lugar, a qualquer momento.

    b) Evitar pensamentos negativos– em situações de medo e ansiedade é preciso eliminar e não dar asas aos pensamentos ruins ou catastróficos. É importante ser capaz de questionar a si mesmo se existe uma forma alternativa de análise para aquela situação. Distrair a mente com novas ideias boas e saudáveis faz bem.

Adriana de Araújo é Psicóloga, Coach e palestrante. Para mais informações, acesse: www.adrianadearaujo.com.br

4 Comentários
  • Claudia Toledo Pimenta

    16 de julho de 2016 às 16:35

    Incrível esse artigo da Dra. Adriana de Araújo. Muito esclarecedor, mais que isso, um guia para a cura. Tive o imenso privilégio de me tratar com ela. Me libertou do pânico de avião que me dominava havia anos e em apenas cinco sessões!!! #gratidaoeterna

  • Cristina Oliva Filippini de Mello

    23 de setembro de 2016 às 19:45

    Muito bom este texto, de fácil compreensão, e pode servir como um indicador de treinamento para a prática diaria. obrigada

  • Julio Abreu

    24 de abril de 2017 às 11:00

    Muito bacana esse artigo, obrigado mesmo pelas dicas valiosas

  • Júlio César Olímpio

    28 de abril de 2017 às 10:49

    Parabéns pelo excelente artigo, ficou claro que o melhor que podemos fazer para eliminar medos futuros é focarmos em ações no presente. Obrigado por compartilhar seus conhecimentos e ações corretivas.

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