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Stefânia Akel

Existem momentos na vida nos quais só é possível contar consigo mesmo — e isso pode ser ótimo, se houver autoconfiança o suficiente. Uma das experiências que mais põem tal premissa à prova é viver sozinho.

Decidir morar só pode ser difícil devido aos custos mais altos, mas o verdadeiro salto a ser dado é uma certa independência emocional, ampliar a consciência acerca de si próprio. A ausência de outros estímulos humanos no dia a dia permite que se conheça com mais precisão os impulsos, os desejos, as carências e os limites da própria personalidade. No entanto, engana-se quem pensa que uma mudança desse tipo implique em puro e simples isolamento.

“Viver sozinho não é uma experiência totalmente solitária”, afirma a professora de psicologia da Universidade Anhembi Morumbi Tânia Aldrighi Flake. “Em geral, é uma escolha e tende a valorizar o tempo com os amigos. Além disso, os desenvolvimentos na tecnologia de comunicação, tais como as redes sociais, significam que as pessoas podem viver sozinhas, mas ainda se sentem conectadas.”

A especialista diz que é preciso lutar para “não se isolar e não se colocar na relação entre viver sozinho e ser solitário”, duas coisas que são apenas “aparentemente semelhantes”, mas não iguais. “Cada pessoa que desenvolve a capacidade de viver só se encontra numa experiência intensamente particular, utilizando muito do tempo para crescimento pessoal e profissional, o que também requer fazer grandes esforços para manter a troca social: a criação de uma forte rede de amigos e contatos de trabalho. Geralmente, as pessoas que optam por morar sozinhas possuem uma rede social mais rica e intensa do que quem é casado, que tende a se isolar de amigos. Todos sabemos o quão importante é essa rede para a saúde mental e emocional das pessoas.”

Há também um lado prático importante. Viver só implica em resolver por conta própria demandas do cotidiano, do preparo das refeições às louças sujas na pia. Flake, porém, pensa que esse fator não é empecilho. Os grandes desafios estão mesmo na mente e no coração. “O que afeta a realização e satisfação pessoal é a possibilidade da escolha como opção de vida e não como forma de resolver ou se afastar de conflitos familiares. A dependência emocional é a que mais afeta e dificulta a realização pessoal e a conquista da autonomia nas rotinas de quem opta por morar sozinho”, conclui a acadêmica.

1 Comentário
  • carlos

    27 de fevereiro de 2016 às 14:11

    adoro ficar só por bons e longos tempos me recarrego e me sinto ótimo depois…

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