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Mariana Teodoro

Embora a sociedade esteja cada vez mais aberta a aceitar as diferenças e mudanças comportamentais, ainda existe uma cobrança para que sejam seguidos determinados valores tradicionais. E são muitos os paradigmas difíceis de quebrar. Um deles se refere às posturas masculina e feminina diante da vida pessoal e profissional. 

Segundo a antropóloga  Mirian Goldenberg, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na nossa cultura, para a mulher, mesmo a bem-sucedida, uma das exigências mais comuns é que ela case e tenha filhos. Enquanto ao homem ainda é cobrada uma posição de provedor e chefe de família. “Os comportamentos mudam, mas os valores são difíceis de mudar”, diz.

Outro exemplo de cobrança comum lembrado por Mirian é em cima de mulheres que não pintam os cabelos brancos. “Mulheres de 40 a 60 anos que querem deixar seus cabelos brancos são vistas como desviantes. Elas são muito cobradas, especialmente por outras mulheres. Fato que não acontece na Europa, por exemplo”.

Apesar disso, segundo a antropóloga, tem crescido o número de brasileiros cansados da obrigação de ter que seguir caminhos iguais aos dos outros. Ver mulheres que escolhem não se casar ou não ter filhos, por exemplo, é cada vez mais comum. “E essa é a tendência aqui, a de termos mais escolhas. O que falta é acreditar que elas podem ser legítimas e respeitadas por todos”.

Mas acreditar que as escolhas fora dos padrões possam ser aceitas nem sempre é simples para quem vive sufocado pela pressão externa, principalmente, de familiares e amigos cujos valores são rígidos. Segundo a especialista em psicoterapia psicanalítica Luzia Winandy, a saída, então, seria buscar um equilíbrio entre seguir normas sociais e fazer as próprias escolhas.

“Usamos máscaras para conseguirmos viver de forma civilizada na sociedade. Elas são fundamentais para uma boa convivência com aqueles que nos cercam. Porém, é preciso tomar cuidado para que estas máscaras não nos enrijeçam a ponto de perdemos a liberdade de “ser” e vivermos aprisionado em atender apenas as expectativas dos outros sobre nós”, afirma.

É por isso que, segundo Luzia, deixar os desejos totalmente de lado para viver conforme os julgamentos alheios pode gerar frustração. “Assumir e se responsabilizar pelas escolhas é um sinal de amadurecimento que proporciona autoestima e, consequentemente, satisfação”.

Para Mirian, autora de diversos livros entre eles “Os Novos Desejos” (Record) e “Toda mulher é meio Leila Diniz” (Bestbolso), inventar o próprio caminho, mesmo que exista medo e insegurança, e seguir os próprios desejos e não o que os outros querem tornam a vida mais estimulante. “As pessoas mais interessantes que tenho pesquisado são aquelas que perceberam que a liberdade é o valor mais importante de suas vidas”, conclui.

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