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Mariana Uchôa

Muitos acreditam que ser equilibrado é não deixar se afetar pelos acontecimentos negativos da vida. Especialistas, porém, afirmam que permanecer frio e impassível diante das tragédias e ser imune aos problemas não é sinônimo de equilíbrio. O ideal é responder harmônica e proporcionalmente aos fatos ocorridos. “Quem está equilibrado emocionalmente é capaz de se indignar com algo ultrajante, mas ao mesmo tempo é capaz de se defender quando é desrespeitado, assim como é capaz de ser generoso, ficar feliz, triste e usar o medo como um mecanismo de defesa e não negá-lo. O importante é entrar e sair de cena no momento certo”, explica a psicóloga Tania Theodoro.

Segundo a especialista, as pessoas, normalmente, conseguem identificar como reagir em cada situação imposta pela vida. O difícil, porém, é perceber e lidar com os acontecimentos quando se perde o equilíbrio. A psicóloga explica que o erro está em não resolver os conflitos emocionais na medida em que eles surgem, deixando tudo acumular até o momento em que o indivíduo explode. “Fugimos de problemas e acabamos nos escondendo em desculpas rotineiras, como, por exemplo, o excesso de trabalho”, afirma.

E são nos momentos explosivos que as pessoas acabam perdendo suas referências, reagem em excesso ou deixam de reagir. Junto com esse processo, o desequilíbrio emocional facilita o surgimento de sintomas como stress, ansiedade generalizada, doenças físicas e emocionais.  É nessa hora que o indivíduo deve refletir sobre a forma como se relaciona com as pessoas do seu círculo social, além de aprender a respeitar as diferenças de cada um e os seus limites.

Mas até os mais estourados podem recuperar o equilíbrio emocional. Para isso, o indivíduo precisa cuidar de sua saúde física e psicológica, por meio da prática de atividade física, hobbies e terapia. “Encontrar o nosso equilíbrio é uma jornada pessoal. Quando estamos equilibrados emocionalmente podemos decidir o que realmente queremos”.

A psicóloga lembra que a melhor maneira de lidar com distúrbios emocionais é contar com o acompanhamento de um especialista. “Infeliz ou felizmente, em psicologia não existe uma fórmula pronta para nada – cada um tem uma história de vida tão especial, tão única que, embora todos se pareçam muito em relação aos sintomas, dificilmente vão encontrar soluções iguais para seus problemas”, conclui. Se você gostou do texto, leia também:

Somatização http://abiliodiniz.uol.com.br/qualidade-de-vida/somatizacao.htm Falar de si faz bem http://abiliodiniz.uol.com.br/qualidade-de-vida/falar-de-si-faz-bem.htm

O poder do sorriso http://abiliodiniz.uol.com.br/qualidade-de-vida/o-poder-do-sorriso.htm

2 Comentários
  • JACQUES

    13 de novembro de 2012 às 08:36

    Na teoria é facil traçar parametros mas o equilibrio emocional é para poucos iluminados é mais facil chutar o paú da barraca.

  • Mauricio monteiro

    29 de outubro de 2015 às 00:46

    Cada um de nos temos uma historia e uma estrutura emocional diferente dai porque cada um responder também de maneira diferente em suas ações ou reações com o outro. A grande verdade é que: a pior coisa para o seu humano é a desestruturação emocional. E ai vai uma alerta! Vamos nos cuidar para não sermos vitima de tal infelicidade. O mais importante e buscarmos a conjunção do emocional com o racional. Abraço forte a todos.

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