• pt-br
  • en
  • fr

    Tags:            1 -    Comentário

Todos, de alguma forma, conhecem essa sensação. A culpa está relacionada ao à responsabilidade atribuída a alguém por uma ação que provocou prejuízo a outra pessoa ou a si mesmo, podendo ser:

– material;

– moral;

– emocional;

– espiritual;

– etc,

Mas o ponto aqui não é apenas assumir a responsabilidade e suas consequências do ato cometido, mas o mal estar, arrependimento e dor que se insta ao pensar na situação passada vivida. Esse desencontro provoca uma falta de atenção ao presente e uma ligação profunda com o problema que aconteceu.

Quem sente culpa, sente um peso muito grande ao pensar no que houve, sofre e se vê acorrentado sem vislumbrar solução, uma vez, que não se pode voltar no tempo e agir diferente. A dor da culpa é uma das mais agoniantes que o ser humano pode viver, pois o aqui e agora não lhe parece suficiente para seguir em frente.

A culpa tem dois pontos chaves: interno e externo.

Sobre o interno, temos o diálogo interno, nossa voz interior, nossa mente se comunicando em forma de pensamento e de quem está vivendo a culpa parece um carrasco sem piedade. A mente fica reverberando frases negativas de acusação: “você errou”, “você não deu tudo de si”, “você estragou tudo”, “você é o grande responsável e culpado por tudo que houve” e tantas outras acusações frias e sem dó. O maior problema aqui é parar, estagnar nessa fase e não avançar para o próximo passo saudável que é: “e como posso superar esse ponto?”, “como posso corrigir no presente essa ação passada?”, “como posso ajudar a mim e/ou o outro?”, “como seguir em frente adequadamente e com sucesso?” e ser capaz de superar. É preciso estar superior ao que se foi. É fundamental conseguir aumentar a capacidade de tomada de decisão para poder ter força, energia e garra para arcar com as consequências das ações e escolhas. Criar uma personalidade autoconfiante de que acertando ou errando você será capaz de seguir em frente da melhor forma possível para você e as pessoas a sua volta.

Sobre o externo, temos a pressão e cobrança de outras pessoas sobre o problema vivido. As sequelas e consequências do que foi feito. Ainda que tenha sido tudo com boa intenção, devemos avaliar os resultados e nem sempre são positivos para aquele momento. Dentro da culpa o maior violão é a acusação ao invés da resolução. Quem aponta o dedo para si, para os outros se esquece de olhar os caminhos do bem-estar e equilíbrio do presente e futuro. As consequências da culpa costumam fazer um grande estrago na vida das pessoas. Quem sobre com isso costuma sentir vergonha, medo e se isola como estratégia de proteção. A frustração pela sensação de derrota impede novas tentativas e bons planejamentos para seguir em frente.

O fundamental é se livrar das amarras dessa dor que parece sem fim para poder “voar” livremente no percurso de aprendizado e crescimento pessoal. Viver é enfrentar os obstáculos internos e externos. A vida é muito maior do que pequenos deslizes. E para isso aqui vão algumas dicas:

1) Converse com pessoas capacitadas para lhe ouvir, um médico ou psicólogo pode ser adequado se você precisar de algum tratamento e orientação para superar esse momento.

2) Respeite o tempo das coisas, como seria sua vida daqui 10 anos em relação a esse fato?

3) Tire aprendizado da lição vivida;

4) Procure mudar de atitude, pensamento e escolhas para evitar novos processos emocionais;

5) Fortaleça sua autoestima, aumente sua forma de se valorizar, empodere-se.

Que sua vida seja mais leve ao deixar o peso da culpa para trás e ser capaz de seguir sua vida apesar do que houve.

Adriana de Araújo

www.adrianadearaujo.com.br

1 Comentário
  • John Nilson

    11 de abril de 2017 às 16:03

    Simplesmente FANTÁSTICO !

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

footer logo

Conheça o outro lado do empresário de sucesso. Aqui ele compartilha dicas de empreendedorismo e vida em equilíbrio para você encontrar a sua felicidade.


BUSCAR NO SITE