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Encarar um “não”, um “fora” ou algo do tipo não é tarefa fácil. Ainda mais para as pessoas que se perdem no comportamento e opinião alheia, se preocupando muito com o que “os outros” vão pensar sobre seus atos. Quem vive assim, fica à mercê das ideias e pensamentos externos, ficando limitado e incapaz de pensar por si mesmo, avaliar e tomar uma decisão com segurança, confiança e acreditando em si.

É claro que as avaliações de outras pessoas podem servir como ótimos feedbacks e ajudar na estratégia de escolha, mas não podemos jamais nos misturar no outro, nossa base deve sempre estar em nós. Se dermos a outra pessoa o poder, a energia e a condição de escolher o que é melhor para nós, finalizamos, então, nossa liberdade, ação e bem-estar. É nesse momento que toda e qualquer condição de escolha e autonomia deve ser vinculada em nós mesmos para seguirmos em frente.

Quem não confia em si mesmo, na sua capacidade de análise, vive sem saber o que deve fazer, como agir, se portar, pensar e fica sem autonomia, apresenta dificuldade de escolha, baixa auto estima, submissão e perde a liberdade de ação.

Quem está atento excessivamente ao que “os outros” vão dizer, acaba muitas vezes, por abrir mão de seus próprios sonhos, desejos e vontades. A preocupação exacerbada e o medo de ser rejeitado pode fazer com que pessoas assim tenham um comportamento inseguro em relação às pessoas a sua volta. Quando o outro se torna mais interessante do que nós mesmos, pensamos de forma equivocada sobre nós, gerando grande desconforto e nos privando da nossa liberdade de expressão. Quando isso acontece é preciso rever o que está havendo, é motivo para refletir e mudar com urgência.

É bom ser uma pessoa querida por si mesmo e pelos amigos e familiares, é bom se sentir querido, acolhido e bem quisto. Mas ao querer agradar todos para nunca ser rejeitado ou não ser correspondido nos seus intuitos é algo irreal, negativo e poderá lhe fazer mal. Estar pronto para pagar o preço das ações e com isso enfrentar as pessoas que podem ser contra ou mesmo não entender a necessidade desses desejos, se faz necessário. Saber lidar com a realidade, com o ser aceito ou não faz parte do processo de crescimento pessoal.

É importante saber negociar, conversar, expor os sentimentos e vontades e nem sempre ser ouvido, compreendido e aceito por quem está a nossa volta. O diálogo nem sempre é fácil, porém é libertador. Saber ser assertivo, falar o que pensa e deseja sem ser agressivo, sem precisar ser irônico, infantil, ou negativo é uma conquista. Conseguir dialogar sobre o desejo sem precisar se impor de forma violenta é libertador, é maduro e adulto. Quem sabe dizer não quando é preciso, sem se rasgar pela ilusão de aceitação e manter-se inteiro é capaz de seguir a vida com tranquilidade de segurança, pois respeita a si e os outros.

Para facilitar a conquista da individualização, no bom sentido, é importante o diálogo claro e aberto com as pessoas à sua volta. Normalmente, o medo da rejeição, da punição e castigo são os mais fortes e que bloqueiam a tomada de decisão. Isso tudo leva à culpa, insatisfação, baixa autoestima, incapacidade de cuidar de si e insegurança.

Para desenvolver confiança, autonomia, liberdade, atitudes livres de expressão, devemos experimentar a liberdade de pensamento e ação. É preciso não se importar de forma rigorosa com que as pessoas vão achar ou opinar sobre a sua vida. Você pode desenvolver o autoconhecimento para o amadurecimento pessoal.

Adriana de Araújo é Psicóloga, Coach e palestrante. Para mais informações, acesse: www.adrianadearaujo.com.br

1 Comentário
  • Luiz Antonio Meireles Vasconcelos

    23 de outubro de 2016 às 11:31

    Muito bom o texto Adriana. Convivo com muitas pessoas que tem dificuldade de falar não, acabam por aceitar ações que não conseguem executar e ai vem a procrastinação. Acredito que esta característica é uma carga que a pessoa traz da infância ou adolescência. A saída de casa para estudar em outro local ajuda muito a quebra desta barreira.
    Entretanto esta geração Y tem menos dificuldade, e isso é muito bom.
    Abraços
    Luiz

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