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Stefânia Akel

Redes sociais aproximam amigos e parentes, entretêm os usuários e agregam contatos profissionais. Ao mesmo tempo, essas novas maneiras de se comunicar e interagir vêm apresentando um lado obscuro, pouco conhecido e, em alguns casos, tóxico. Sites e aplicativos desse gênero podem afetar negativamente a autoestima — tanto online quanto offline.

No início de 2016 o tradicional jornal britânico Daily Mail publicou uma reportagem com o título “Geração de crianças tristes e solitárias: redes sociais espalham a praga da baixa autoestima”. O texto mostrava que o número de atendimentos prestados pelo serviço telefônico nacional de apoio psicológico a crianças aumentou mais de 1000% (sim, dez vezes mais) desde sua criação, 30 anos atrás, e que, no biênio 2014-2015, mais de 35 mil chamadas foram feitas por causa de problemas relacionando baixa autoestima à infelicidade, 9% a mais do que no período anterior. Especialistas e dirigentes da mantenedora do serviço, a Sociedade Nacional para Prevenção à Crueldade com Crianças (NSPCC, na sigla em inglês), apontam as mídias sociais como grandes culpadas pela situação. A fundadora da linha de emergência, Esther Rantzen, declarou: “Eu lembro em 1986 o quanto ficamos chocados ao descobrir que tantas crianças sofriam abusos em suas próprias casas. Mas hoje eu me choco é com a infelicidade e a solidão agudas que afligem tantos jovens”.

Dias depois, o portal da revista Bustle listou sete formas como as redes prejudicam o amor próprio em pessoas adultas. Os anúncios, por reforçarem ideias de felicidade inatingíveis; a “vida perfeita” que tantos parecem levar de acordo com as fotos que publicam; a edição das próprias fotos e da linha do tempo; a demanda por “curtidas” em cada postagem; as conjecturas falhas criadas a partir de indiretas ou mensagens publicadas em “alvo” específico; os tutoriais em vídeo, que fazem tudo parecer fácil quando na verdade as chances de principiantes terem êxito total são bem poucas; e o abandono da vida pessoal offline, porque a manutenção da própria imagem na internet requer esforço e pode desencadear distúrbios alimentares, depressão e a interrupção do ciclo do sono.

Abandonar as redes sociais, no entanto, é uma opção pouco convidativa — afinal, com isso se abriria mão das vantagens inicialmente enumeradas aqui. Um estudo da Universidade de Pittsburgh com a Columbia Business School, divulgado no começo de 2013, sugere que o ideal é focar nos amigos mais próximos. Seguir, curtir e comentar posts de pessoas com as quais de fato se partilha intimidade leva os usuários dos sites a experimentar um aumento na autoestima enquanto navegam pelas timelines.

“Isso sugere que, ainda que as pessoas compartilhem as mesmas informações positivas com contatos próximos e distantes nas redes sociais, elas se sentem melhores consigo mesmas quando a informação é recebida pelos contatos próximos do que quando pelos distantes”, afirma um dos coautores da pesquisa, Keith Wilcox. Na vida real ou virtual, o melhor a se fazer é buscar e cultivar amizades reais e leais.

1 Comentário
  • Renata

    15 de maio de 2016 às 12:41

    Nós conseguiremos amar a nós mesmos quando Deus estiver em primeiro lugar no nosso coraçao. Pois assim estaremos amando a Ele dentro de nós, criador de nós mesmos e nossa Sabedoria perfeita. Nao podemos amar a nós mesmos quando formos um EU vazio. Pois o vaso velho se enche de mofo. Ou seja, a vanglória, a soberba, a gula, a vaidade. Daí resulta a infelicidade e o desgosto de nós mesmos, pois nao fomos criados para isto. Temos que ser vasos novos, de água pura. Vasos Vivos de Água Viva.

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