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Nancy Campos Os números são alarmantes: pesquisas do Ministério da Saúde revelam que 80% dos brasileiros são classificados como sedentários e 68% têm sobrepeso ou obesidade. Para o doutor em fisiologia do exercício, Turibio Leite de Barros, apesar de todos os estímulos para que se tenha uma vida ativa, as pessoas estão se tornando reféns da vida moderna e diminuindo o ritmo de atividade física ou de movimentos diários. “Todo mundo quer comodismo e conforto: estacionar perto da porta, usar elevador etc. É aí que se cria o sedentário”, afirma.

Segundo o especialista, sedentarismo não significa apenas a falta de uma atividade física regular, como praticar um esporte ou ir à academia. Depende da intensidade da movimentação corporal e do gasto calórico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como sendentário o indivíduo que gasta menos de 2.200 calorias por semana em atividades físicas e ocupacionais. “Isso representa gastar um pouco mais de 300 calorias por dia, o equivalente à uma hora de movimento significativo. Não é preciso caminhar por uma hora, mas movimentar o peso corporal, se deslocar”, diz.

Do contrário, o sedentário acaba desenvolvendo uma sequência de problemas que deterioram a sua saúde. Os principais são aumento do colesterol, tendência a diabetes e hipertensão, sobrepeso e obesidade. “Felizmente, nunca é tarde para resgatar a saúde. Com uma vida mais ativa, o colesterol baixa, a diabetes melhora, a hipertensão fica controlada e o sobrepeso pode ser superado”, afirma Barros.

Ele lembra ainda que o estímulo para evitar o sedentarismo deve passar de pais para filhos, já que atualmente é comum ver crianças e jovens deixando de praticar exercícios físicos para ficarem no videogame ou na internet. “Para estimular uma vida mais ativa, os pais precisam dar o exemplo praticando esportes também”, lembra o especialista, que já abordou tema em seus livros e no seu blog.

Já para quem chegou à terceira idade, Barros recomenda não se entregar ao círculo vicioso iniciado pelo cansaço. “Quanto menos a pessoa faz atividade, mais preguiça tem. Quanto maior a preguiça, maior o comodismo”, aponta. Portanto, não há outra a saída. O segredo é se movimentar”, conclui.

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