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Carolina Beu

Ajudar o próximo sem esperar recompensas. Embora o conceito seja simples e intrínseco à nossa existência, nem sempre é fácil abandonar o anseio por reconhecimento quando se trata de promover o amparo ao outro. Por definição, a palavra ‘solidariedade’ indica o compromisso estabelecido entre as pessoas para a cooperação mútua e são nas pequenas atitudes do dia-a-dia que temos a oportunidade efetiva de exercê-la.

“Se as pessoas pensassem um pouco mais umas nas outras, certamente o mundo seria menos egoísta”, afirma Márcia de Castro Lopes, autora de Solidariedade, uma grande palavra grande (Ed. LGE, 2009). Em um exemplo nítido de como podemos reverter situações de tragédias em inspiração para as pessoas, Márcia resolveu abordar o tema ‘solidariedade’ há seis anos, quando seu filho mais novo foi baleado ao tentar salvar uma senhora de 89 anos que estava sendo assaltada.

“Sempre digo que Luiz Fernando morreu de solidariedade”, afirma Márcia. A autora conta que embora ninguém esteja preparado para enfrentar uma perda dessas, foi diante da última atitude de seu filho, um jovem engajado em práticas solidárias, que encontrou forças para propagar o legado de amor ao próximo. “Solidariedade não é uma palavra grande apenas na aparência. Significa sentir o que o outro sente, se colocar no lugar dele e fazer algo para que sua vida seja mais fácil”.

Segundo a autora, a iniciativa de escrever um livro (que é voltado para o público infantil) também foi motivada pela intenção de impedir que a história de seu filho apenas entrasse para as estatísticas de violência e se perdesse. “Sei que nada o fará voltar, mas essa foi a maneira que encontrei de preencher parte do vazio que ficou ou, como chamo, essa presença constante da ausência”.

Hoje, Márcia promove campanhas de arrecadação e realiza palestras sobre o tema da solidariedade em empresas e universidades. “As grandes mobilizações são eventuais, mas a vida é feita de pequenos gestos”, resume sua atuação, ressaltando que observar o nosso desempenho no dia-a-dia já é um grande feito, pois essa atitude nos ensina a olhar o outro e a buscar a melhor maneira de colaborar sempre, sem banalizar o sofrimento alheio.

6 Comentários
  • Fabiano Sousa

    11 de fevereiro de 2011 às 19:37

    Solidariedade é uma mudança recíproca, você doa e recebe ao mesmo tempo. Essa diferença muda a visão do mundo. E com essa mudança aprendemos a nos conhecer melhor e assim, por mais difícil que seja a situação, nos tornamos mais felizes.

  • Ilderico

    12 de fevereiro de 2011 às 19:16

    Se as pessoas fossem mais solidárias e tivessem mais bom senso, tenho convicção que viveríamos num mundo muito, mas muito melhor!!!!!

  • marcelo

    18 de fevereiro de 2011 às 10:56

    Poucas pessoas sao solidarias, mas todos dizem que são mas nada fazem.

  • 13 de maio de 2011 às 10:51

    É verdade que pouco podemos fazer para inverter a situação em que o mundo se encontra, mas podemos ser solidários com o pequeno mundo que nos rodeia, um mundo menor que se cinge ao nosso campo de ação no dia a dia… E que mundo tão vasto esse…

  • ana paula

    31 de maio de 2012 às 15:52

    e verdade pode cre

  • 6 de junho de 2012 às 19:37

    Ser solidário é: simplesmente conhecer as leis de deus, jesus foi solidário com nós, é sentir a respiração do próximo,é levantar um irmão caído, é cuidar da mãe e do pai quando idosos,é colocar as mãos na massa.

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