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Dificilmente encontramos famílias que não festejam o dia das mães. Por que será que este dia tem tanto simbolismo, mesmo na contemporaneidade?  O dia das mães representa não só a mãe, enquanto figura simbólica da família, mas também a maternidade, a mulher que traz a luz e a vida. A comemoração desse dia tem suas raízes na Grécia antiga, onde a entrada da primavera brindava Rhea, a mãe dos Deuses.

A partir desse conceito, Ann Jarvis, nos Estados Unidos, fundou, no final dos anos de 1850, o “Clube de Mães”, com o objetivo de promover a saúde de adultos e crianças do pós-guerra da Secessão. Em 1907, Anna Jarvis cria um memorial para sua mãe Ann, e, inicia uma campanha para que o governo americano reconhecesse o “Dia das Mães”. Com a crescente difusão da data, o dia das mães assume um caráter de amorosidade e, ao mesmo tempo, de comercialização ao redor do mundo.

É sobre essa amorosidade que gostaria de fazer uma reflexão junto ao leitor. A relação mãe-filho é um envolvimento complexo, sendo brindada, na maior parte das vezes, com carinho e dedicação. As mães, desde a concepção de seus bebês, vão proporcionando à sua prole um ambiente fertilizante: úmido, quente e escurinho. E, assim, os bebês vão crescendo e se desenvolvendo, trocando amor, alimente, além de estabelecerem uma relação muito íntima e pessoal.

Com o nascimento dos filhos, as mães, quando contam com um ambiente facilitador, procuram amparar sua cria, promovendo as crianças um ambiente suficientemente adequado, caloroso e nutridor. De início, as mães se fazem muito presentes e, com o passar do tempo, vão se tornando menos necessárias, ao ponto de “darem linha” para que seus filhos se preparem para alçarem voo solo.

É entre o cuidado íntimo e o “dar linha”, que as relações mãe-filhos vão se construindo. Muito caminho será percorrido e, como em todo trajeto, nem tudo serão flores. Algumas mães no afã de suprir todas as necessidades de seus filhos invadem a linha tênue entre criar um reizinho mimado, infantilizado, e, despreparado para a vida, e, uma mãe distante das necessidades básicas de sua prole, negando-se a oferecer o calor e o caldo enriquecedor para o desenvolvimento de uma mente sadia. Os extremos são sempre problemáticos, o equilíbrio é a melhor saída.

Mas como atingir esse equilíbrio? A mãe “superbonder” pode correr o risco de criar filhos dependentes, inseguros e pouco assertivos. Por outro lado, o filho incentivado a dar conta de tudo, numa fase imatura de sua vida, pode crescer acreditando que ele não precisa de ninguém e, assim, desenvolver um escudo para se proteger do mundo, visto e sentido como hostil. É o famoso “cara” durão por fora e inseguro por dentro. Portanto, a genialidade na relação com os filhos é encontrar o meio termo. Encontrar o equilíbrio na adição dos temperos, que irão assegurar o ponto certo ao bom paladar.

A relação confiável e a amorosidade entre mãe e filhos ajudam a construir cidadãos fortes e independentes, principalmente, quando a mãe demonstra claramente seu afeto às crianças, além de mostrar que, para viver nesse mundão de Deus, é preciso ter regras e limites claros. Desse equilíbrio materno nascem as bases seguras para a construção de crianças confiantes em relação ao mundo de amanhã, e qual o papel que elas deverão se dedicar para ter um futuro digno.

E é nesse vai e vem, nesse sobe e desce, que se constrói, que se aprimora, que mãe e filhos vão tecendo os fios da vida, dando significado a cada fato que acontece no cotidiano e, de quebra, assegurando a saúde mental dos pequenos.

E aí?  Você ainda tem dúvida por que devemos comemorar o Dia das Mães?

Regiane Glashan é Terapeuta familiar, casal e individual e Docente UNIFESP. Saiba mais em: www.terapeutadebebes.com.br

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