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Dieta Low carb, Dieta Paleo, Jejum intermitente e assim por diante. Pois é, a Nutrição virou assunto em alta e diversos “padrões de alimentação” são propostos e disseminados todos os dias. São inúmeras opções que são despejadas prometendo melhoras, por exemplo, na glicemia, colesterol e na composição corporal.

É claro que, diante de tantas informações, a maioria se pergunta: qual seria a melhor dieta para mim? Tenha calma e nada de loucura. Você demora anos para ganhar 20 kg e quer perdê-los em 2 meses? Isto não seria incoerente? Claro que sim.

Durante anos e até hoje se preconiza que a alimentação aconteça em intervalos de 2 a 3 horas. Alguns estudos mostram que quando respeitamos este intervalo, há melhora da saciedade, redução de episódios compulsivos, redução nos níveis do hormônio do estresse, entre outros aspectos. Esta frequência alimentar pode ser associada à uma dieta de restrição calórica na qual o consumo de “energia do dia” advinda dos alimentos deve ser reduzido em cerca de 20-40%. Mas será que todos estão aptos a isso? Seria adequado exigir alimentação quando não se tem fome?

Isto vem sendo discutido em decorrência de estudos científicos que nos mostram outras vertentes sobre a alimentação. Em relação ao ponto de vista evolutivo, a capacidade de resistir à escassez de alimentos e ao jejum foi determinante na saúde humana. Considerando as informações atuais, conseguimos entender que a ingestão intermitente de alimentos altamente calóricos associada ao baixo gasto calórico corroboram para o desenvolvimento da obesidade. Não é? Basicamente, é o chamado ‘balanço energético positivo’.

O jejum intermitente consiste na privação total da alimentação ou redução de 25% na ingestão calórica do dia, podendo ser realizado em 2 dias consecutivos, com alimentação controlada nos outros dias. Estudos clínicos – de curta duração – têm mostrado melhora em parâmetros metabólicos como glicemia e colesterol com a prática do jejum intermitente que, na minha opinião, não deixa de ser uma dieta onde há restrição calórica.

Igualmente, outro padrão de dieta que recebeu muito destaque nos últimos anos é a Dieta Paleo. Esta difere do nosso regime alimentar por ser isenta em leguminosas, lácteos, sal, produtos refinados e açúcares. Adotar essa dieta melhora aspectos como peso corporal e diabetes, mas ainda é controverso visto que a maioria dos estudos clínicos ainda estão em andamento, o que não nos permite afirmar o sucesso de sua aplicação. Entretanto, o fato de ser isenta em industrializados e agrotóxicos a torna saudável e interessante, num primeiro momento.

Para finalizar, temos a “famosa” dieta Low carb que, como o próprio nome diz, consiste na redução no conteúdo de carboidrato na dieta. O indivíduo consome cerca de 1-1,2g/Kg de peso/dia de carboidrato, que em uma pessoa que pesa 70 Kg se traduziria em cerca de 70g de carboidratos por dia. O objetivo está na indução do organismo na utilização de gordura como fonte de energia. O seu uso perante a literatura científica ainda é controverso quando falamos na melhor de performance em atletas. Além disto, cabe ressaltar que a restrição severa de carboidratos pode levar a um comprometimento do sistema imunológico.

Concluindo, digo que a melhor dieta para você pode ser qualquer uma dessas desde que respeite as suas limitações emocionais, as suas preferências e a sua rotina de vida. É importante que ela esteja de acordo com seu sexo, idade, nível de atividade física, particularidades bioquímicas e genéticas. E, para que tudo isto seja avaliado e considerado corretamente, procure um profissional nutricionista qualificado para te acompanhar.

Dra Ana Poletto é nutricionista clínica e Doutora em Fisiologia Humana pela Universidade de São Paulo

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