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Todos os anos é a mesma história: meus pacientes em crise no Carnaval com vontade de beber, mas sem deixar a dieta de um ano todo de lado. Eu, como nutricionista, sempre respondo que se puder evitar é muito melhor, pois o consumo de álcool não é uma escolha saudável, especialmente em excesso, como muitas vezes ocorre nesta época do ano.

Todavia, se o paciente é do tipo que gosta de ingerir bebidas alcoólicas, recomendo que trabalhe o famoso bom senso, ou seja, não exagere.

As calorias que ingerimos pelo consumo excessivo do álcool podem sim contribuir para aqueles quilinhos indesejáveis pós-carnaval, que tanto evitamos no ano anterior. Para te ajudar nesta importante escolha, listei abaixo as diferenças calóricas existentes entre as bebidas mais consumidas nesta época do ano:

Bebida Volume Calorias
Cerveja – lata 355 mL 150 Kcal
Chopp – tulipa 300 mL 130 Kcal
Caipirinha com açúcar 100 mL 250 Kcal
Cachaça 100 mL 230 Kcal
Uísque 50 mL 120 Kcal
Vodka 50 mL 120 Kcal

Se considerarmos que 1 tulipa de Chopp (300mL)  é igual, em calorias, a um pão francês, podemos chegar à conclusão que uma bela noitada de Carnaval equivale ao consumo de 6 pães. Aí eu pergunto: quem, em sã consciência, come meia dúzia de pãezinhos de uma só vez?

Além das calorias, pode ser que a pessoa acorde com aquela famosa ressaca, em decorrência do acúmulo de toxinas geradas pelo uso excessivo e agudo do álcool porque, na verdade, o fígado trabalha tanto para metabolizar este álcool que em algum momento ele cansa e essas substâncias que deveriam ser eliminadas e não foram, começam a gerar sintomas.

Os sintomas são muito variados como, por exemplo, dor de cabeça e diarreia. Estes estão relacionados à desidratação ocasionada pelo consumo excessivo de álcool. Mas o álcool causa diurese (produção de urina)? Sim. O álcool inibe um hormônio chamado de antidiurético, ou seja, você vai urinar mais.

Um importante recado aos cervejeiros-praieiros que ficam o dia todo no sol, perdendo água e eletrólitos pelo suor e combinam a ingestão crônica da famosa “cervejinha gelada” sem ingerir nem um pouco de água: vocês são candidatos fortíssimos à desidratação. Além dos sintomas descritos acima, a sensação de cansaço, fadiga e letargia, provocados pela depressão do sistema nervoso e a náusea e enjoo provocados pela elevação de ácido clorídrico no estômago são comuns no dia da ressaca.

Muitas pessoas perguntam:  se o álcool é diurético como se sentem tão inchados no dia seguinte? Bem, isto pode ocorrer simplesmente em decorrência da dilatação dos vasos sanguíneos, o que caracteriza também o rubor fácil em alguns pacientes. Mas pode também estar associado a alergias alimentares ou mesmo a doenças hepáticas mais graves.

Além disto, vale ressaltar que mulheres possuem menor capacidade em metabolizar o álcool quando comparadas aos homens. Da mesma forma, indivíduos asiáticos não são considerados bons metabolizadores.

Enfim, em se tratando de álcool, para os apreciadores, o que devemos ter é o consumo moderado, se possível nunca em jejum, e principalmente, nunca deixando de ingerir água em associação.

Dra Ana Poletto é nutricionista clínica e Doutora em Fisiologia Humana pela Universidade de São Paulo

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