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Comemora-se do dia 01 a 07 de agosto a Semana Mundial da Amamentação. Além da celebração, é também um importante período para que a sociedade tenha atenção à importância deste ato e a necessidade de incentivo e respeito.

 

Amamentar não é apenas nutrir uma criança. É um ato onde se alimenta a alma do recém-nascido. Toda troca de afeto entre mãe e filho que acontece neste momento é importante e fundamental para a formação mental e física do bebê!

 

O leite materno é capaz de suprir sozinho as necessidades nutricionais do bebê nos primeiros seis meses de vida. Todavia, continua sendo uma importante fonte de proteínas, gorduras e vitaminas até o terceiro ano de vida, associado a uma alimentação saudável, segura e oportuna. Presume-se que em 1L de leite materno, no segundo ano de vida, forneça 95% das necessidades de vitamina C, 45% das de vitamina A, 38% das de proteína e 31% do total de energia.

 

A composição do leite materno varia quantitativamente de acordo com a “fase de amamentação”, por exemplo, o colostro que é o leite produzido nos primeiros dias de vida do bebê contém mais proteínas e menos gorduras do que o leite materno produzido em outros períodos. O leite materno produzido por mães com filhos prematuros ou a termo também difere quantitativamente e também qualitativamente em sua composição. Entretanto, nada de preocupação, pois estas mudanças acontecem para suprir o seu bebê da melhor forma possível!

 

Em termos qualitativos, por exemplo, a proteína mais abundante no leite materno é a lactoalbumina que possui fácil digestão. Além disto, estudos apontam efeitos positivos desta proteína na síntese de “peças chaves” para o desenvolvimento cerebral.

 

Outro importante aspecto do leite humano são os seus fatores imunológicos que protegem a criança contra agentes infecciosos como vírus e bactérias, como o anticorpo IgA (sua presença no leite é um reflexo dos antígenos entéricos e respiratórios produzidos pela mãe contra agentes infecciosos com os quais já teve contato), células de defesa (macrófagos, neutrófilos, linfócitos B e T), e substâncias como lactoferrina, lisozima e fator bífido. Este último, favorece o crescimento de uma bactéria “boa” que dificulta a instalação de bactérias “ruins” que causam diarréia, tais como Salmonella e Escherichia coli.

 

Assim, de uma forma geral pode-se dizer que o aleitamento materno é importante, pois evita morte infantil, diarréia, infecções respiratórias, alergias, doenças metabólicas como dislipidemias, obesidade e hipertensão arterial sistêmica, além de proporcionar melhora no desenvolvimento cognitivo e da cavidade oral da criança.

 

É importante ressaltar que não é só o bebê que é beneficiado. Estudos apontam que as mães que amamentam ficam mais protegidas contra alguns tipos de câncer como mama e ovário, além de menor risco para elevação de colesterol, hipertensão, obesidade, osteoporose, artrite reumatóide, depressão pós-parto, entre outros. Além disto, devido reflexos hormonais, há melhor recuperação pós-parto.

 

Espero que aproveitem o texto e sempre que possível priorizem o aleitamento materno. Procurem bons profissionais da saúde para uma adequada orientação!

 

 Dra Ana Poletto é nutricionista clínica e Doutora em Fisiologia Humana pela Universidade de São Paulo

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