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Acredito eu que as primeiras perguntas feitas ao ver um título como este seriam: Será que o ambiente em que vivo é realmente determinante nas minhas taxas de colesterol? O colesterol não é genético? Eu certamente responderia para ambas as questões: Sim.

Bem, em se tratando da palavra “ambiente”, gosto de usá-la, pois traz uma idéia de dimensão, ou seja, não é apenas a alimentação que é determinante nas alterações de “gorduras” na circulação, mas outros hábitos inadequados como o ato de fumar, obesidade e a inatividade física também são fatores de risco.

Quanto a segunda pergunta, eu diria que existem genes que aumentam sim, o risco para elevação de colesterol e triglicérides como apoB, ApoE4, entre outros. Todavia lembre-se:  a maioria dos genes conferem riscos e não fatos. Desta forma, suas escolhas são determinantes.

Existem alimentos que se consumidos, em excesso, favorecem alterações do “colesterol ruim” e, engana-se você se achar que são apenas os que são fontes de colesterol como, manteiga e gema de ovos. Estes podem até elevar o colesterol, especialmente em indivíduos com predisposição genética. Todavia, outras “gorduras ruins” encontradas em carnes vermelhas, industrializados, embutidos e laticínios gordurosos, também  podem favorecer esta alteração.

Além disto, atenção aos amantes de massas e pães, pois excesso de carboidratos podem elevar a produção de gordura em seu organismo e ter como consequência aumento de síntese de triglicerídeos.

Seria o fim da muçarela para quem tem colesterol alto ou o fim do pão para quem tem triglicérides alto? Não! Tudo depende do seu “bom senso”. O controle precisa ser quantitativo e também qualitativo, ou seja, trocas eficientes: inserindo pães integrais, gorduras de melhor qualidade encontradas em alimentos como abacate, azeite de oliva extra virgem, oleaginosas, queijos magros, frutas ricas em antioxidantes como polpa de açaí sem xarope, laranja, limão, cerejas, framboesas, amoras, carnes magras como peixes e aves, entre outros. Todos estes beneficiam a sua saúde que agradece.

Além da alimentação, não se esqueça da atividade física, do controle de peso e estresse e da avaliação, por bons profissionais, das taxas hormonais. Todos estes aspectos são importantes para a sua saúde!

Dra. Ana Cláudia Poletto é nutricionista clínica e Doutora em Fisiologia Humana pela Universidade de São Paulo

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