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Stefânia Akel

Um grupo de trabalho dá andamento às suas atividades dentro do modelo mais tradicional de hierarquia, com uma pessoa gerindo e as demais, sendo geridas. No entanto, é possível que um dos subalternos, a despeito de sua posição, gere empatia em seus pares e os motive. Em outras palavras: o liderado tornou-se um líder, e sua presença na equipe não é mais apenas agregadora, mas transformadora. Como a chefia deve lidar com isso?

“É importante diferenciar líder de chefe”, afirma o professor de administração da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) Almir Zampolo. “Liderança significa influenciar pessoas para cumprir objetivos organizacionais e é exercida pelos traços de personalidade, como carisma, simpatia, saber ouvir, ter boa comunicação. Chefe é o cargo exercido de acordo com o organograma, respeitado pelo poder que ocupa na hierarquia da organização.”

O especialista afirma que, para detectar o perfil de liderança em um funcionário, é preciso “observar a forma como ele se socializa no grupo, isto é, como ele se relaciona com seus colegas”. “Se ele for o centro das atenções no ambiente de trabalho, ou se todas as pessoas gostam de conversar com ele, de ouvir suas opiniões sobre o trabalho e até mesmo de contar a ele seus problemas pessoais, certamente trata-se de um líder”, diz Zampolo.

Uma vez percebida essa forte presença em um grupo, não é necessário temê-la. O acadêmico esclarece que a pessoa no posto de chefia tem justamente no seu cargo a validação de seus esforços como gestora, e, por isso, precisa aproveitar que tem um colaborador especial por perto. Diz o professor: “deve-se usar essas habilidades para unir a equipe. O funcionário com perfil de líder poderá fazer a ligação entre os chefes e subordinados, participar de planejamentos e auxiliar na execução das tarefas. Colaboradores assim ajudam a melhorar o clima organizacional.”

Zampolo afirma ainda que, em sua visão, funcionários assim precisam ser treinados para, em algum momento, assumirem cargos de gestão. Isso pode ocorrer, por exemplo, por meio de programas de treinamento e desenvolvimento (T&D). “A empresa deve identificar esses colaboradores e investir na sua formação para que eles estejam preparados para assumir cargos estratégicos na organização ao longo da sua carreira”, recomenda.

10 Comentários
  • Raul dda Cruz Silva

    8 de dezembro de 2015 às 18:23

    Otimo adorei o texto.Pena q tem gerentes de empresas que nao q ver o funcionario menor crescer pois tem medo de perde seu cargo.Assim aconteceu comigo onde eu trabalha pois atrai muita inveja.Mais tudo.bem estou aprocura de outro.abraços

    • Monica Souza Guimaraes

      5 de março de 2016 às 21:58

      Adorei…
      Sempre é bom saber a diferença entre Líder e Chefe, sabendo que podemos agregar valores no nosso ambiente de trabalho com ambos mas que Líderes não delegam mas sim incentivam, apoiam, direcionam, motivam!

  • Carlos Eduardo

    8 de dezembro de 2015 às 18:47

    Sim, o mercado tem funcionários deste porte, mas precisa-se cada vez mais.
    Funcionário com perfil de Líder, tem uma postura revolucionária.

  • Rinaldo da Silva Gonçalves

    8 de dezembro de 2015 às 22:30

    É uma pena que em algumas atividades ainda pouco se prática isso a exemplo de indústrias de mão de obra intensiva, mas concordo plenamente esse deva ser o caminho.

  • Leis Oliveira

    9 de dezembro de 2015 às 00:25

    Gostaria de receber notícias por e-mail.

  • Djalma Tavares

    9 de dezembro de 2015 às 22:46

    Ótimo texto para reflexão. Em momento de crise onde a diretoria se desdobra para equilibrar a empresa, e os colaboradores desmotivados pelo aperto financeiro, esse líder serve de intermediador, enchergando tanto os enteresses da empresa quanto dos seus colegas, assim unindo mais a empresa.

  • creche santa clara

    13 de dezembro de 2015 às 07:34

    adorei seu comentario,muito bom,principalmente vindo de uma pessoa como o Sr.um guerreiro,vencedor,gosto d amaneira como se expressa e principalmente pelos textos que publica,um forte abraço,que deus o ilumine sempre,nossas crianças agradecem

  • Marciel Viana

    15 de janeiro de 2016 às 17:26

    Bom , concordo com texto , tem chefe que tem muito medo quando algum funcionário se destaca na equipe com medo de perder o posto , em vez de se aproximar e ajudar esse líder nato como podemos dizer , ele corre e prejudica toda equipe fica com ciumes levando todos da cia a ficar revoltado com as atitudes tomadas, mas esse tipos de pessoas tem em varias empresas.. inclusive na onde trabalho!!!

  • Juliano Vilela

    3 de março de 2016 às 00:08

    Cabe ao colaborador em destaque, procurar outra empresa imediatamente quando se depara com um chefe desse naipe no mercado de trabalho.
    Ou ficará empacado, passando raiva e desaprendendo o que soube até hoje profissionalmente e até mesmo em sua vida pessoal.

  • Eurycles Constantino

    3 de março de 2016 às 17:00

    O texto foi de grande valia para o momento em que vivemos. A muito tem se demonizado a figura do CHEFE, o que faz parte da cadeia hierárquica, criando a figura de líder para “humanizar” tal função árdua ( o que foi de extrema relevância ). Definir bem os papeis com o pensamento de um curso mais eficiente da empresa é o ponto crucial para um bom relacionamento entre os colaboradores e sua cadeia hierárquica. Utilizei a parte do texto que fala em usar as habilidades do líder para unir a equipe na empresa da qual trabalho e estou confiante de conseguir o elo entre o CHEFE, O LÍDER e os COLABORADORES .
    OBS: Não sou o CHEFE e nem o LÍDER, mas apenas um colaborador tentando somar com a empresa da qual trabalho .

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