• pt-br
  • en
  • fr

   Tags:         -  3 -   Comentários

Stefânia Akel

O que tantos funcionários anseiam e tão poucos gestores fornecem? Se você respondeu “um aumento”, pode estar certo. Mas outra resposta que se aplica perfeitamente à questão é: feedback, o “retorno”, aquelas palavras que indicam se o colaborador está desempenhando suas funções abaixo, acima ou de acordo com as expectativas da chefia e da empresa.

Para isso existem, basicamente, dois mecanismos. Um deles é instituído pela organização, realizado semestral ou anualmente, entre todos os funcionários envolvidos em um processo, ou apenas entre chefe e gestor. O outro, mais informal, é realizado pontualmente, conforme a necessidade ou a conclusão de determinada tarefa, por exemplo.

“Todos os feedbacks devem ser individuais e reservados, sejam eles positivos ou negativos”, explica o professor de administração da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) Almir Zampolo. “O processo de feedback não deve ser em conjunto nem com a participação de outras pessoas, uma vez que é de interesse da empresa (representada pelo gestor) e do colaborador, que pode se sentir constrangido por um feedback negativo. O princípio da equidade — tratar as pessoas da mesma forma — deve pautar as ações, até mesmo a fim de evitar um processo trabalhista por assédio.”

Por outro lado, há casos em que a chefia se constrange ou receia elogiar um funcionário, por querer evitar que ele estacione. “É preciso que os participantes estejam conscientes de suas responsabilidades e desafios. Não há razão para pensar em acomodação se houver um planejamento, controle e acompanhamento das tarefas pelo chefe. Vale lembrar que, ao elogiar um colaborador, o gestor está lhe motivando”, afirma Zampolo.

Quando o retorno for negativo, apontando falhas em processos e, portanto, nos resultados da empresa, deve-se acrescentar a cada crítica pelo menos uma solução para o problema detectado. Isso vale tanto no trato de gestores com subordinados como nos casos em que os funcionários mostram aos diretores a necessidade de rever certas práticas. “Todo o processo de feedback precisa ser planejado, amplamente divulgado para que os envolvidos criem consciência da importância dessa prática na gestão das suas áreas e atividades”, conclui o professor da Fecap.

3 Comentários
  • Filipe

    24 de maio de 2016 às 13:22

    muito boas dicas para praticas de Feedback, na empresa onde trabalho obtemos dificuldades na parte do feedback coletivo que neste caso mostra que não podemos efetuar desta forma. muito obrigado pelas dicas e quando eu for utilizar vou refletir nestas dicas para não cometer erros.

  • Jose Lourenço Claudio Junior

    29 de junho de 2016 às 19:24

    Interpreto responsabilidades e desafios como sendo o melhor feedback.
    Cuidados com a questão moral demanda transcender a hipocrisia, devemos ir além das implicações jurídicas.
    Alguns conflitos confitos de personalidade poder ser uteis para revelar deficiencias estratégicas no mundo corporativo, nas disputas subjetivas descobrimos os maiores empecilhos para concretização de nossos objetivos.
    A empatia nos torna vulneráveis á sedução? Deixar claro valores e principios faz toda diferença sempre!

  • Sérgio Vadevino da Silva

    29 de julho de 2016 às 21:43

    Sou fã desde sempre de Abílio Diniz, minha inspiração. Os brasileiros empreendedores devem se inspirar na sua história vencedora.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

footer logo

Conheça o outro lado do empresário de sucesso. Aqui ele compartilha dicas de empreendedorismo e vida em equilíbrio para você encontrar a sua felicidade.


BUSCAR NO SITE