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É comum falar de produtividade e performance como se fossem sinônimos. Mas não são. A performance refere-se ao nível de desempenho de cada membro da equipe – e do time como um todo. A produtividade refere-se a quanto foi produzido, com quais recursos e em quanto tempo. Para que haja uma boa produtividade, não basta apenas produzir mais. É necessário, também, que o tempo e os recursos consumidos permitam que o produto ou serviço seja vendido a preços competitivos e que a empresa atinja sua margem de lucro pré-estabelecida. Medir a produtividade equivale a medir a eficiência de um processo. Sem produtividade, nenhuma empresa consegue sobreviver.

Não raro foca-se em questões motivacionais como meio de elevar a produtividade. Afinal, profissionais motivados produzem mais, certo? A resposta é: depende. A produtividade não está ligada apenas à motivação, ao trabalho e ao empenho de um indivíduo ou de um time, mas também à eficácia dos processos organizacionais que viabilizam esse trabalho. Se os processos forem ineficazes, precários ou ultrapassados, inconsistentes ou “engessados”, o esforço produtivo fica comprometido. Ou seja: por mais que produza, o resultado do time fica aquém do esperado, e isso às custas de esforços mais intensos, o que acaba gerando estresse e desmotivação.

A conclusão é clara: embora seja importante investir na motivação, na capacitação e na elevação da performance do time, também é importante certificar-se de que os processos funcionam de modo a facilitar a performance e organizar o trabalho.  E, aqui, não há uma dica fácil. É necessário examinar a fundo os processos do time, isto é, o conjunto de procedimentos que a equipe segue para que possa entregar o que dela se espera. A análise requer que se coloquem no papel, por meio de um detalhado fluxograma, respostas para perguntas como estas:

 

  • Quais são as etapas do processo em questão?
  • Quem são os responsáveis por cada etapa?
  • Como essas etapas são executadas?
  • Como elas podem ser executadas com mais eficiência e em tempo menor?

 

É importante observar que processos podem estar ancorados em hábitos. E os hábitos são difíceis de mudar. Não basta identificar o que precisa ser mudado. É preciso fazer com que as pessoas entendam os benefícios da mudança. Se isso não acontecer, elas não vão mudar. Por isso, ao discutir a reengenharia de processos com seu time, converse também sobre valores compartilhados, objetivos comuns, os ganhos de mudar – e o que se perde se não houver mudança.

A reengenharia pode demandar o auxílio de um profissional especializado, como um business coach experiente e com uma boa formação. Lembre-se de que o aumento da produtividade não é apenas uma questão de redesenhar processos: é, também, uma questão de mudar hábitos, comportamentos e mentalidades.

 

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Villela da Matta é fundador e presidente da Sociedade Brasileira de Coaching e presidente da SBCOACHING Corporate. Um dos maiores especialistas em business coaching do País, Villela da Matta atuou em organizações como Mercedes-Benz, Deutsche Telekom e participou da formação de mais de 20 mil coaches em mais de uma década de trabalho dedicado ao desenvolvimento do potencial humano, tornando-se conhecido pelo estilo único de transformação de alto impacto. É o primeiro master coach do Brasil. Publicou os títulos “Estratégias Avançadas de Vendas” e “Engajamento Total” em parceria com Flora Victoria e Brian Tracy.

 

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