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Stefânia Akel

Até poucas décadas atrás, os clubes de livro faziam sucesso entre curiosos e devoradores de literatura em geral, oferecendo títulos de uma coleção predeterminada e, assim, garantindo produtos novos a consumidores ansiosos, por um lado, e vendas certas para as editoras, por outro. O tempo passou, a digitalização da indústria cultural chegou para ficar e o hábito de participar desses clubes praticamente cessou. Foi quando, em 2013, um trio de amigos que haviam cursado administração na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) decidiu recauchutar o conceito com sutilezas que fizeram a maior diferença.

A TAG Experiências Literárias, como o próprio nome sugere, oferece não apenas o serviço de entrega mensal de livros mediante assinatura, mas propõe que isso seja feito de forma a ampliar a paixão dos clientes pela leitura, instigando-os e informando-os sobre a obra do mês. E isso se dá em diversas plataformas: desde uma revista temática impressa, que deve ser lida antes do livro, até vídeos online que exploram as ideias que movem as narrativas da vez. Além da obra, o que chega às casas dos fregueses são verdadeiros kits, que incluem também boxes, marcadores de páginas e lembrancinhas.

“As indicações que recebemos percorrem as seções da literatura clássica, passam pelas biografias, curvam nos livros de economia e seguem seu caminho pelos de psicologia, filosofia, pedagogia, poesia, e todos os cantos da literatura”, informa o site da marca. “De todos esses títulos, buscamos selecionar aquelas obras universais, que não tenham seu valor apenas àqueles que se interessam por sua temática. Entre os meses, procuramos balançar ficção com não ficção, leitura rápida e fluida com leitura lenta e densa, livros volumosos com livros curtos, a fim de não saturar a experiência de leitura.”

O resultado disso tudo? Um faturamento mensal de cerca de 280 mil reais e um novo escritório, aberto em janeiro de 2016. E se engana quem pensa que a jovem empresa, pertencente a Álvaro Englert, Arthur Dambros, Gustavo Lembert, Pablo Valdez e Tomás Susin — todos menores de 30 anos —, espera apenas manter a base de clientes em ano de crise. Os planos são de expansão. Não apenas do número de assinantes como de parcerias com as editoras, seus principais fornecedores.

Hoje a empresa já conta com mais de cinco mil fregueses, ou freguesas, pois sete em cada dez são mulheres. Dentre os curadores convidados a sugerir seus livros prediletos, estão Mário Prata, Luis Fernando Verissimo, Gregório Duvivier, Marcelo Gleiser e até mesmo um estrangeiro: Patch Adams (o médico norte-americano que inspirou o filme com Robin Williams). Nada mal para um negócio fundado por recém-egressos da universidade interessados em lucrar com a disseminação da leitura.

1 Comentário
  • Jane Reis

    30 de janeiro de 2017 às 13:44

    muito bom o seu artigo

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