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Renata Pessoa

No mundo do empreendedorismo, necessidades são comumente transformadas em oportunidades. Com a professora Maria Fernanda Thomé de Rizzo não foi diferente. Durante a licença-maternidade, a preocupação de oferecer refeições com alimentos saudáveis à filha Gabriela resultou na criação do Empório da Papinha, primeira marca brasileira de alimentos orgânicos para crianças.

“Quando a Gabriela começou a comer, eu mesma preparava todas as papinhas dela com alimentos orgânicos, uma vez que sempre me preocupei com a saúde. Foi quando pensei que poderia existir uma marca de alimentos orgânicos infantil para facilitar a vida das mães”, revela.

Junto com o marido, Maria Fernanda pesquisou o mercado e descobriu que apesar de ser comum em outros países, no Brasil não existia nenhuma marca similar. Com este cenário, ela resolveu se aprofundar e apostar na ideia. “Percebi que a minha realidade – mulher, mãe e profissional – era a realidade de muitas mulheres, e que a minha necessidade deveria ser a mesma que a delas: alimentação saudável, orgânica com gosto de comidinha feita em casa e pronta! Por que não criar este projeto?”, diz.

Mas abrir o próprio negócio requer também enfrentar desafios. Especialmente sendo algo novo no mercado, a empresária precisou conscientizar a clientela sobre o que era o alimento orgânico. Além disso, foi necessário desmistificar o preconceito existente em torno dos alimentos congelados. A empresa utiliza a técnica do ultracongelamento, que chega a temperaturas abaixo de -30°C, em menos de 2 horas, reduzindo o risco de contaminação e mantendo as propriedades nutritivas dos alimentos. A técnica permite também que a água se torne gelo sem passar pela fase de cristal, que pode romper a estrutura dos nutrientes e reduzir um pouco a qualidade do alimento.

Segundo a empreendedora, um dos melhores retornos da empresa é saber que está beneficiando mães com um produto seguro e saudável. “Todas as nossas receitas infantis passaram por registro na Anvisa e auditoria para ter o selo orgânico SISORG.”, afirma. Além disso os alimentos não possuem conservantes por conta do processo de ultracongelamento. “Isso garante que as papinhas não percam o sabor, nutrientes, nem as texturas”.

Desde sua criação, em 2009, a empresa já alcançou uma produção média de 45 mil unidades por mês. Atualmente, ela passa por um projeto de expansão para ativar a entrada da marca nas principais cidades do país através de lojas licenciadas e quiosques para shoppings.

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