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Stefânia Akel

A prática do chamado marketing pessoal — valer-se de uma boa comunicação interpessoal para deixar claro a gestores, colegas e parceiros comerciais suas habilidades e suas conquistas — tem se tornado cada vez mais comum e necessária. Com tantas informações, corporativas ou não, permeando o dia a dia de qualquer empresa, como se destacar dos demais se não procurando mostrar, com certas frequência e intensidade, o valor de seus esforços? No entanto, a natureza autocentrada dessa atividade pode ter resultados indesejados, colando na pessoa que a exerce a imagem de vaidoso, esnobe ou “metido”.

“O melhor marketing pessoal é a competência e o comprometimento com o trabalho e com a equipe. Isso deve vir em primeiro lugar e não a preocupação em aparecer para os outros”, alerta a psicóloga e psicodramatista Miriam Barros. “O marketing pessoal tem que ser feito com cuidado justamente para que não pareça arrogância. Se for feito com respeito aos colegas e na medida certa não trará esse tipo de julgamento por parte das pessoas.”

Isso significa que deve ser observada e respeitada a diferença entre a autopromoção e o puro e simples exibicionismo. “Não é fácil saber qual é esse limite. É preciso empatia para conseguir ler o ambiente e as pessoas, conseguir captar sinais indiretos e subjetivos que são transmitidos quando o grupo não está gostando ou se sentindo confortável com isso”, diz a especialista.

Uma boa forma de medir se um gesto faz sentido enquanto marketing pessoal ou se resvala na arrogância é pensar antes de agir: “Ao mostrar esta capacidade ou façanha, isso colabora de alguma forma com a organização, com o quadro geral? Vou focar meu discurso na minha pessoa ou na contribuição que foi ou pode ser realizada? O que vou fazer ou dizer vai fazer a diferença, positivamente, na jornada de trabalho de alguém além de mim mesmo?”.

Para concluir, Miriam enumera algumas atitudes que, por si só, geram uma imagem positiva sem serem pedantes. “Ajudar um colega que está atarefado; ter cuidado com críticas, julgamentos e rótulos feitos aos outros; ser assertivo com relação às suas opiniões, nem agressivo nem omisso, falando com clareza e objetividade o que quer comunicar aos demais; e não falar de um colega ou chefe quando ele não estiver presente, pois fazendo isso você não gera confiança ao seu redor.”

1 Comentário
  • Jessanne Rodrigues

    21 de junho de 2016 às 09:30

    Muito interessante esse assunto sobre marketing pessoal!
    estou fazendo meu tcc com base em gestão de carreira e Marketing pessoal, e foi muito gratificante conhecer o site do Abilio Diniz.
    Sou uma nova admiradora!!!

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