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Stefânia Akel

Por um lado, o aumento na expectativa de vida faz com que baby boomers — pessoas nascidas após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, até meados da década de 1960 — permaneçam trabalhando, a despeito da idade. Por outro, integrantes da geração Z (que vieram ao mundo a partir da segunda metade dos anos 1990) começam a alcançar a maioridade e entrar de cabeça no mercado de trabalho. Entre esses dois grupos, constam ainda a geração X, dos nascidos entre fins dos anos 1960 e início dos 1980, e a geração Y, os millennials, nascidos entre o início da década de 1980 e meados dos anos 1990. Parece confuso? Imagine, então, para os gestores que têm de lidar com toda essa diversidade — ao mesmo tempo.

“Diferentes gerações convivendo no mesmo ambiente de trabalho já constituem uma realidade, praticamente em todos os segmentos profissionais”, afirma a professora de gestão de pessoas do curso de administração de empresas da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Miriam Rodrigues. Ela afirma que os “Ys”, hoje chegando a cargos de gerência, “têm demonstrado, na prática, o que os estudos sinalizam: é uma geração que vive os avanços tecnológicos de maneira muito intensa, busca constantemente a mobilidade dentro das empresas e cresceu desenvolvendo múltiplas tarefas, com certa dificuldade em fazer uma única coisa durante muito tempo”.

De modo geral, esses líderes foram criados para influenciar, na visão de Rodrigues. E têm como sucessores os “Zs”, não tão explorados em estudos porque, grosso modo, reproduzem, de maneira intensificada, os hábitos e visões da geração Y. “Esta geração é chamada por muitos autores de ‘nativos digitais’, pois seus integrantes já nasceram num mundo com abundância de recursos tecnológicos, cujas influências culturais e sociais são potencializadas pelas tecnologias disponíveis, facilitando absurdamente o acesso a informações e ampliando a visão destes jovens com relação ao que ocorre em sua rua, seu bairro, seu país, seu planeta.”

Para a acadêmica, as corporações com “estruturas arcaicas ou muito formais” não devem propiciar um ambiente atrativo para a geração Z. “Esses jovens já não veem mais a empresa formal como única maneira de sobrevivência e realização de seus sonhos, materiais ou não”, afirma.

Como, então, harmonizar o ambiente de trabalho, canalizando expectativas de “Ys” e “Zs” com os tradicionais “Xs” e baby boomers?

“O importante é explicitar a importância de cada um e a melhoria de resultados ao somar experiências e habilidades distintas. Promover a integração em oposição à disputa”, sugere a psicóloga e professora da Universidade Nove de Julho (Uninove) Anna Silvia Rosal de Rosal. Já Rodrigues afirma que, “além de um desafio, [a diversidade geracional] também necessita ser encarada como uma grande oportunidade de aprendizado, partindo-se do pressuposto que todas as gerações têm muito o que aprender, mas também têm muito o que ensinar umas às outras. Hoje os jovens também ensinam aos profissionais maduros, não mais o contrário apenas.”

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