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Cerca de 990 mil alunos estão matriculados em cursos de Educação a Distância (EAD) no Brasil, segundo dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). Segundo a consultora Liliam Silva, autora do blog educação-a-distância.com, o surgimento de uma nova classe média, que busca na educação crescimento profissional, somada à democratização da internet são os fatores responsáveis por esse número expressivo.

Da graduação a modalidades profissionalizantes, passando por cursos de extensão e pós-graduação, o ensino de educação a distância é procurado, principalmente, por pessoas que almejam ascensão profissional, recolocação no mercado de trabalho, flexibilidade de horários e custos mais baixos.

Mas, apesar das vantagens, ainda são muitas as dúvidas e os receios na hora de decidir por um curso com este perfil. Desconfiança quanto à eficácia da metodologia de ensino ou credibilidade da instituição são alguns dos motivos dessa resistência.

Para não errar, Liliam acredita que, em primeiro lugar, é preciso avaliar o projeto pedagógico. “Ele é a alma dos cursos online. Deve esclarecer a metodologia de ensino, formas de comunicação e interação, grade curricular e perfil do profissional que pretende formar”, diz.

Por outro lado, métodos de ensino bem estruturados só funcionarão se as ferramentas digitais forem eficientes. “Plataformas tecnológicas e o material didático também devem ser altamente potentes a ponto de possibilitar o intercâmbio e a construção do conhecimento entre os pares e permitir que toda a sala virtual trabalhe de forma dinâmica”, ressalta a consultora.

No caso de quem quer fazer uma graduação a distância, Liliam recomenda pesquisar se a instituição de ensino superior é credenciada pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura). “Verifique se o curso online é reconhecido e conheça a nota da instituição no ENADE (Exame Nacional de Desempenho de estudantes). E também pesquise os perfis e experiências profissionais do corpo docente”, afirma.

Checar a oferta de aulas presenciais também é importante. Para a estudante de serviço social Deyse Cristina Santos, de 29 anos, essa vantagem faz toda a diferença. Duas vezes por semana, ela vai ao polo da faculdade para ter aulas com uma tutora. “Como o curso a distância exige total dedicação e disciplina do aluno, ter o contato pessoal com o professor para tirar as dúvidas é uma forma de se certificar que você está no caminho certo”, diz.

Serviço social é um dos cursos de bacharelado mais tradicionais na Educação a Distância, assim como administração de empresas, ciências contábeis e pedagogia. Os cursos de bacharelado correspondem a 20% dos superiores oferecidos. Também tem os de tecnologia da informação, formatados para áreas específicas e de curta duração. Eles compõem 35% das graduações online.

Aos que temem a rejeição do mercado de trabalho após se formarem num curso de EAD, Liliam ressalta que a visão dos gestores sobre o assunto vem mudando gradualmente. “Hoje, as empresas entendem que o desempenho de um profissional depende muito do que ele aprendeu e desenvolveu durante o curso, independente se o ensino foi a distância ou presencial”.

Saiba mais sobre Educação a Distância no site Associação Brasileira de Educação a Distância.

1 Comentário
  • Dedaldino Elisio

    30 de julho de 2013 às 20:09

    Muito bom

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